Banda 335 mescla rock alternativo com a psicodelia brasileira no EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo”

A banda 335 entrega hoje seu EP de estreia, “O Meu Sonho Eu Não Controlo”. Inspirado pela psicodelia brasileira, o grupo mescla uma abordagem lírica incomum com tons de rock e nova MPB. O resultado já está nas plataformas de streaming: http://smarturl.it/EP335
O destaque vai para a faixa “Carta ao Jorge”, que ganhou um lyric video recentemente homenageando Jorge Ben:

Também faz parte do EP uma releitura de “Menina mulher da pele preta”.

Formada na região oceânica de Niterói, a 335 une em seu EP de estreia diversas referências do rock alternativo com tons da psicodelia brasileira usando como agregador os laços familiares. Composta por três irmãos e um amigo de infância, a banda lança seu primeiro EP, intitulado “O Meu Sonho Eu Não Controlo”, em todas as plataformas de música digital.

Ouça o EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo”: smarturl.it/EP335

Veja o lyric video “Carta ao Jorge”: https://youtu.be/iT8M99ndqOA

A banda faz um som calcado no rock alternativo. Porém, com o passar os anos, foi incorporando elementos psicodélicos de novos artistas como Boogarins e álbuns setentistas de Jorge Ben, Zé Ramalho e Tom Zé.

“Este novo EP traz para banda novas sonoridades e texturas que adicionam elementos ao som que fazíamos. O projeto ganhou novas referências, como por exemplo Jorge Ben Jor, que terá uma música autoral em sua homenagem de tão forte que foi a sua influência”, conta Lucas Vale, guitarrista da banda.

O nome 335 vem do número da casa dos irmãos Lucas, Daniel e Davi Vale. Foi lá  que eles começaram a tocar e criaram um home studio. A ideia de iniciar uma banda surgiu da vontade de participar de um festival na escola onde estudavam. Na época, sem um vocalista, eles incentivaram o amigo de infância Lucas Rangel a cantar no grupo. E a jornada da banda foi muito além do evento para o qual foi criado, passando por casas, festivais e lonas culturais de Niterói e do Rio de Janeiro.

Com o amadurecimento e a experiência adquirida ao vivo, eles começaram a criar suas faixas autorais. O primeiro single lançado foi “Alice”, uma verdadeira homenagem a uma das maiores influências do grupo na época, a banda americana Alice in Chains. “Vendedor de Doce”, lançada em 2018, traz uma sonoridade muito mais pop e conta a história de um menino que saiu de casa aos 7 anos e foi seduzido por uma enigmática maleta de doce dourada. Ainda no ano passado, eles voltaram a trazer elementos agressivos do rock no single “Luisa”.

Esse caminho de experimentos ganhará corpo em “O Meu Sonho Eu Não Controlo”, EP de estreia do grupo e gravado com calma no próprio estúdio da banda e que conta com a participação especial de Carol Dytz. A masterização foi feita por Toney Fontes. O trabalho está disponível em todos os streamings.

Ouça o EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo”: smarturl.it/EP335

Veja o lyric video “Carta ao Jorge”: https://youtu.be/iT8M99ndqOA

Ficha técnica:

Gravação: Davi Vale, Lucas Vale, Lucas Rangel, Daniel Vale, Daniel Drago (Estúdio Hi-Eight).

Mixagem: Davi Vale

Masterização: Toney Fontes

335 é:

Lucas Rangel – Voz e Violão

Lucas Vale – Guitarra, Voz e Violão

Daniel Vale – Bateria

Davi Vale – Baixo e Voz

Faixa-a-Faixa:

Carta ao Jorge

A letra tenta expressar um conflito real que o nosso vocalista passou em seus processos de composição e criação em geral.  Foi quando, ainda no início de suas composições, encontramos o Jorge Ben, não pessoalmente, mas tiveram um encontro real com sua poesia e música. Embora já conhecessem sua carreira tão bem-sucedida e já soubessem até cantar suas músicas mais conhecidas de cor, foi em um instante específico que “encontramos” com Jorge Ben, e reconhecemos ali um aliado. Graças a essa aliança adimensional, conseguimos nos apropriar de sua singularidade e produzir sua arte “inadequada”. “Carta ao Jorge” é um agradecimento a ele por ser quem é, e sendo quem é, contribuir para a 335 ser o que é também, contribuição esta que poderia ser vista como não intencional para um olhar desatento, porém, poderia ser também visto como intencional, dependendo da perspectiva em que se olhe.  

Você perdoaria o diabo?

Está aí uma pergunta que não se ouve todo dia, talvez você nunca a tenha ouvido antes, mas esse choque era exatamente o que pretendíamos causar aos ouvintes mais curiosos. Colocando, de modo extremamente despretensioso o próprio cristianismo em nós para bater parafusos. A sonoridade e a letra vem de músicas genuinamente brasileiras, com violões de aço e de 12 cordas, muito referentes a Zé Ramalho e com as ironias e sarcasmos do Tom Zé.

Direitos à Parte

Essa música traz uma questão muito delicada e urgente. Após uma ideia de harmonia muito suave e melancólica vinda do Lucas Vale, de forma intuitiva, Lucas Rangel escreveu uma letra em que relatava um relacionamento abusivo, onde o Eu Lírico questionava o agressor em suas ações autoritárias. “Direitos à Parte” expressa de forma afetiva, toda agonia contida nesse assunto que, embora seja de máxima relevância, ainda se camufla em tabus recheados de hipocrisia que, infelizmente, cercam e açoitam a cultura brasileira.

Menina mulher da pele preta

Música que dispensa comentários, um dos maiores sucessos de Jorge Ben Jor, agora em uma releitura no rock. Assim como todas as músicas que fizemos, essa também veio de uma maneira que poderia ser pensada como acaso. Em um ensaio, enquanto fazíamos uma jam, o Lucas Rangel começou a cantar Menina Mulher da Pele Preta por cima do Jam. Ficamos perplexos ao perceber que a melodia original do Jorge Ben cabia perfeitamente no Jam que eles haviam acabado de criar.

Meu sonho eu não controlo

Música que dá nome ao EP e mais se aproxima do que pode se esperar para os próximos trabalhos. Isso porque ela é a expressão sonora mais genuína para a banda, a direção para a qual o tesão da banda, de certo modo, está apontado. A música transcorre sonoridades diversas, tons psicodélicos, riffs agressivos, solos com fuzz, alguns especiais, uma introdução longa e uma mudança crescente.

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