Dulcineia Enferrujada celebra a liberdade no novo single “Deixa Colorir”

Formado a partir do relacionamento amoroso e musical de Gabriel Alyrio e Tiago Tortora, o projeto Dulcineia Enferrujada continua celebrando a diversidade na contramão do conservadorismo. “Deixa Colorir” celebra o amor em todas as suas formas e o lançamento vem pelo selo Cantores Del Mundo.
Ouça aqui: smarturl.it/DeixaColorirSingle
A produção musical foi feita por Guilherme Marques (Qinho, BEL e Biltre) e conta com participação especial de Diogo Sili na guitarra e Lourenço Vasconcellos na bateria. 

Após chamar atenção com o single de estreia, “Mergulho”, o duo carioca Dulcineia Enferrujada continua celebrando a diversidade e os ilimitados caminhos possíveis com a nova canção, “Deixa Colorir”. A composição traz outros horizontes e amplia os olhares sobre nossas escolhas e decisões, refletindo sobre desejos e sonhos reprimidos por receio de opiniões alheias. O single já está disponível nas principais plataformas de streaming, por meio do selo Cantores del Mundo.

Ouça “Deixa Colorir”: smarturl.it/DeixaColorirSingle

Antecipando seu primeiro álbum de estúdio, a ser lançado ainda este ano, Gabriel Alyrio e Tiago Tortora são uma dupla há 12 anos. O relacionamento amoroso e musical vai ganhar forma em Dulcineia Enferrujada, projeto que engloba raízes da MPB com a vivência de cinco anos na Suíça. Essa bagagem está presente em “Mergulho”, que mostra as preocupações de quem retorna a um lar envolto por crise política e econômica. Já “Deixa Colorir” traz a leveza de quem se permite viver no momento, sem se preocupar em atrair olhares por ser quem é. Para isso, trouxeram sua própria experiência como um casal homossexual, indo na direção contrária do conservadorismo que tem guiado a pauta de direitos humanos. Ao preconceito, Tiago e Gabriel respondem abraçando as diferenças e celebrando as mais diversas cores e amores.

“Essa música é sobre a liberdade pessoal, sobre deixar colorir a vida com novos pontos de vista e de não assumir nada como fixo, já que tudo é transitório, até as visões do que é possível e impossível. Sobre deixar acontecer o que no fundo queremos que aconteça e que muitas vezes nos impedimos por medo ou por algum conceito em nossa cabeça. Fala sobre deixar ser quem se é, abrir a alma para aceitar as diferenças e assim conseguir compreender um pouco mais sobre esse mundo complexo, ter mais compaixão com a vida e não ter problemas em mudar de ideia. Estamos evoluindo o tempo todo, mudando aqui e ali o que pensamos sobre as coisas e como reconhecemos o mundo. Trata também da dualidade da verdade, como o que reconhecemos como certo e errado, bom e ruim, depende do nosso ponto de vista e são apenas variações de uma mesma escala”, revela o duo.

Para dar vida a essa reflexão, a produção musical, assinada por Guilherme Marques (Qinho, BEL e Biltre), comanda um time de peso da cena carioca: além de dividir o vocal com Tiago, Gabriel toca flauta transversa, enquanto a guitarra suingada de Diogo Sili se encontra com a bateria de Lourenço Vasconcellos. O próprio Marques assina baixo synth, teclado e base eletrônica. Esse encontro de diferentes influências é um caldeirão que dará forma à musicalidade plural de Dulcineia Enferrujada. O nome vem da música de Tom Zé, “Dulcineia Popular Brasileira”, e da personagem fictícia Dulcineia, do romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, explicitando as diferentes veias criativas que impulsionam o trabalho do duo.

O álbum de estreia criará um arco cronológico que irá contar a história desses mais de 10 anos de união. As canções atravessam as memórias dos dois desde o início da relação, conhecendo um ao outro e desbravando experiências, a mudança para a Suíça, onde viveram entre o sonho e a realidade, a saudade e a interdependência e, finalmente, a volta ao Brasil e o entender-se artista num cenário cada vez mais adverso para a cultura e para a comunidade LGBTQIA+.

O produtor Guilherme Marques, junto do cantor, compositor e pesquisador musical Arthus Fochi, gere o selo Cantores Del Mundo. Cedido a Fochi em 2015 por Tita Parra, neta de Violeta Parra, busca unir a sonoridade brasileira com a de países vizinhos, promovendo um intercâmbio de culturas e instrumentos que já têm muito em comum. O selo lançará o álbum do Dulcineia Enferrujada em 2019.

Ouça “Deixa Colorir”: smarturl.it/DeixaColorirSingle

Ficha técnica:

Direção geral e de projeto: Areia Produções Musicais

Direção artística: Caio Riscado

Produção musical: Guilherme Marques

Single:

Voz: Dulcineia Enferrujada (Tiago Tortora e Gabriel Alyrio)

Guitarra: Diogo Sili

Bateria: Lourenço Vasconcellos

Flauta Transversa: Gabriel Alyrio

Arranjos, base eletrônica, teclado e baixo synth: Guilherme Marques

Fotos: Elisa Mendes

Figurino das fotos: Nathália Gastim

Make das fotos: Tainá Lasmar

Design gráfico: Ana Bolshaw

Letra

Deixa Colorir

(Tiago Tortora)

Minhas palavras cantam você

Cantam o que eu não posso ter

Você aí do seu lado

Me olhando desconfiado

Não fico mais abalado

Não fico mais abalado, não

Destinos traçados pra se embaralhar

Contas feitas pra não bater

Histórias contadas sem nenhum final

Olhares que denunciam já não sei o quê

Deixa ser colorido

Navegue na contramão

Alargue a alma

Se banhe em contradição

A impossibilidade disso existir

E o fato real de estar tudo acontecendo

No presente o tempo

No telhado a chuva

O desejo de encostar minha barriga na tua

A barreira invisível

A vontade de intimidade

O toque ralentado de quem quer se conhecer

A coragem de deixar acontecer

Deixa ser colorido

Navegue na contramão

Alargue a alma

Se banhe em contradição

Só da contradição nasce a verdade

E a verdade é tudo que tem

no mínimo dois pontos de vista

E a vida são esses pontos

Neurônios, estrelas e constelações

Estrelas e constelações

Deixe uma resposta