Valuá e Potyguara Bardo destilam pop dançante e alternativo em "Veneno"

A sonoridade plural da banda carioca Valuá faz escala em Natal com Potyguara Bardo no novo single e clipe, “Veneno”. A parceria inédita transforma a canção dançante em um caldeirão de influências que traz o DNA dos dois projetos – o indie e alternativo do grupo se mesclando ao pop embebido em referências regionais da cantora. O lançamento é do selo MangoLab e já está disponível nas principais plataformas de streaming e também no YouTube.

Ouça “Veneno”: http://smarturl.it/VenenoValuaPoty

Assista a “Veneno”: https://youtu.be/Mvy7wiC1yrY

Primeiro single do álbum da Valuá que será lançado em 2020, “Veneno” é um convite a aproveitar a noite de forma intensa, sem limites. A canção traz uma melodia dançante que transmite a atmosfera de celebração, euforia e êxtase proposta pela parceria. A psicodelia alucinógena dá o tom do clipe, que brinca o tempo inteiro com as reações provocadas pelo veneno contemporâneo induzido por diversas drogas.

Cores como roxo, laranja, amarelo e azul formam o plano de fundo do vídeo. Em meio a esse cenário de alucinações conscientes, é possível perceber referências trazidas do premiado longa “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, misturadas a inspirações visuais de artistas como The Weeknd, Tyler The Creator e Harry Styles.

A banda Valuá foi criada em 2011 e atualmente o trio é formado por Rodrigo Reis (vocalista), Carlo Aquino (baixo) e Gabriel Leite (bateria). Seu álbum de estreia, “Reflexo”, expôs o rock psicodélico da banda, que agora apresenta seu novo trabalho ao lado de Potyguara Bardo, artista de Natal (RN) que mostra porque se tornou um dos nomes mais incensados do cenário independente nacional. Seu primeiro álbum, “Simulacre”, mostra sua versatilidade, que reúne influências de house music, reggae e lambada em uma roupagem pop. A drag queen é personagem do também ator e compositor José Aquilino e recentemente chamou atenção com o vídeo ao vivo para sua canção “Oásis”, somando centenas de milhares de exibições em poucos dias na série Estúdio MangoLab.

Foi justamente num evento do coletivo carioca que o encontro entre Valuá e Potyguara aconteceu. Naquele momento, a banda já trabalhava em “Veneno” e buscava um vocal adicional para completar a canção. “A gente já tinha ouvido falar da Poty mas ainda não conhecíamos ela, nem o espetáculo que ela faz. A gente foi no show e ficamos de cara, achamos lindo demais, super verdadeiro e super pra cima. Lá mesmo, decidimos que era com ela que queríamos fazer a participação de ‘Veneno'”, relembra o vocalista da Valuá, Rodrigo Reis.

Esse clima guia o espírito de “Veneno”, que versa sobre uma curtição sem amarras, se jogando no mistério de uma noite em total desprendimento de expectativas, normas ou realidades. A restrição de padrões dá lugar à liberdade, que se manifesta na forma de prazeres, sejam carnais, lisérgicos, intelectuais. Afinal, a peçonha está nos limites ou na libertação?

“‘Veneno’ pode ser o que cada um quiser que seja, cada um se entorpece do jeito que pode. A gente fala de tudo que te faz sair do seu estado natural, qualquer tipo de química que mexe com a pessoa, vindo de fora ou de dentro. Estamos sempre em busca do prazer, da satisfação, da auto descoberta. A insatisfação vem em muitos aspectos, tanto pela rapidez do mundo, vontade de quebrar padrões impostos por outras gerações, esses tipos de venenos ruins. Cada um tem que buscar seu próprio veneno, pra não ficar pra trás. Conversamos com a Potyguara sobre o significado da música, que fala sobre se jogar e adentrar na noite, sobre experimentar o desconhecido, sobre a euforia em se desprender de certas coisas. A letra que ela fez encaixou perfeito nesse contexto, contribuiu de uma maneira muito verdadeira, justamente por ser a vivência dela em relação ao tema”, completa Rodrigo.

Ouça “Veneno”: http://smarturl.it/VenenoValuaPoty

Assista a “Veneno”: https://youtu.be/Mvy7wiC1yrY

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